Suspense. Procurando um buraco onde se esconder. Onde? De quem? Não sabia. Só sabia que se não se escondesse perderia a vida. Parecia instinto e a falta de esperança o corroía, seu coração pularia pela boca. Assim seria melhor, com certeza. Mas algo lhe dizia que deveria viver, e seu coração continuou dentro de seu corpo gelado. Gelado. Era o medo. Medo? NÃO! Empurrou a mesa contra a parede com um estrondo; jogou os papéis de meses pelos ares; segurou a cadeira com as duas mãos levantou-a e jogou-a pela janela. Estilhaços! E o que importava à esta altura do campeonato? Tanto faz. Resolveu seguir a cadeira: Mais estilhaços e o vento o descabelando. Oh não! Agora é que ele morre...!
E de repente, em meio ao vento e aos carros se aproximando de seu rosto, tudo pàra e escurece. Sente uma brisa com um aroma de roxo. Aroma de roxo? Como? Percebeu que sentia-se leve como uma pétala do fim da primavera e via sua mão enrugada clarear-se com a luz laranja que se formava nos arredores. Estava num pomar. Árvores com folhas laranjas e vermelhas, início do outono. Ao longe via-se um lago rosa repleto de grous brancos. Estaria morto? Essa não!
Um aroma, um sentimento, um... um...
Suspense. Procurando um buraco para se...
Nenhum comentário:
Postar um comentário