A coisa não tem o sentido que tem para todos. Isto é, nem todos acham que essa vida é tudo para todos nós.
Não quis deixar a vida me deixar, busquei problemas (des)necessários para me prevenir da queda.
Vou escrever como quero-vou escrever como quiserdane-se.
Não sei nada
nada não sei
alguém sei não
não sei se alguém saberia o que sei que eu escrevo, o que sinto. Sinto que não tenho tempo e o tempo não sente que não me tem. Tudo o que o tempo tem é o que passou; tudo o que já fui. Mas o hoje não tem tempo, hoje eu não fui, hoje sou.
Não quero me responsabilizar, não quero ter que me preocupar, não quero não-comer, só quero sair e viver. Não aguento mais pressão, mesmo que interna. Também não sei se entendes isso, mas eu também não, então não é um problema. Pra você. Pra mim continua sendo a maior pedra no sapato, e nesse mundo, só tenho um sapato que caiba em mim, mas não sei onde ele está.
Quero viver de sonhar, não sonhar em viver. Quero estudar pra saber, não estudar para estudar.
Procuramos um fim que faça sentido, mas o caminho até o fim é confuso demais, e não consigo ver se alguém que chegou lá tem respostas. Fomos organizados para viver um ciclo mórbido. Nascer, mal-viver e morrer. Um ciclo sensível a fatores que achamos que não nós envolvem, mas são a nossa própria origem. Um ciclo previsível. Eu quero sair.
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