quinta-feira, 12 de maio de 2016

roteirinhos e invisibilidade inversa

Se levanteava a cidade vagarosa ela. No meio da madrugada, contra todas as previsões.

Eram duas horas da manhã e já os pássaros e os insetos se debandam e se debatiam em zigg zigg mututu vri e improfundidades além.

Trombones e tubas e trompetes. E a marcha, e o povo, e as velas. As crianças jogavam festim, serpentina, mas se bem que pareciam entediadas, cantando. Marchas e passos em ladrilho, hmmm queda lenta de pés, pode ser,, pensou.

LATIDOS
A chave. Uma só. Aquela repousante do lado da cama do lado da parede. Geladinha. Ela já gasta que só. Hm.

Virar-se da cama é aquele barulhinho de tecidos roçando ((pronde ce vai)). Hm. Realmente preciso sair um pouco. Pantufas (delicinha). No caminho da porta, o de sempre.

(mas já não tateava mais)

No caminho: “Tão cedo, e tanto barulhi-Por quê” Hm. Se pá o sol já saíra. A porta. Nhéco. (destrancada)

Caminho 2. Crianças. Hm. Bolinhas, contas pelo chão. Cachorrin cachorrin cachorrin pss pss.

Na sala de exames, parou. Telenovelas, maquininhas bíbí pibó (...) diálogos cruzados e infelizmente indecifráveis. Roteirinhos. Pensava nos outros parado no meio da sala.

licença moço

[Cheiros fúnebres]
ALÔ, moço
(ô fab, ce num tá vendo que o homem não enxerga)
((vixe...))


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