domingo, 12 de novembro de 2017

aula magna

Pensando em batatas puras engoli uma silepse e aspectos baratos do expressionismo. Corroborei em termos com a lua indecisa de graça e de costas. Cuspi pra dentro e te vi passar no débito. Crocante é o pensamento kitsch que vem do descanso anaclítico. Me vejo de costas magrinho. Surrealité. Palestrantes pagam carteirinhas para cães se encaixarem em diagnósticos fugidios sem ascese. Existencialistas se cobrem insatisfeitos de albumina em vias de atropelamento político. Que é no momento que olho no meio na chuva, me molho no meio da rua carente. Pulo, mas não desvio. 

Entramos nos nossos sapatos paulatinamente até a penúltima parada, que é quando me espirro para uma tarde rósea e evasiva. Entro com um olho no buraco da corrida e encontro 1 amizade e meia na sopa de minhocas. Falo só no banheiro. Danço no escuro sílabas da dúvida. Você não lê para entender (pequeno príncipe grande folclore de gaveta). Complexo de realidade. Tenho 2 olhos em certas situações e quase não acredito no que digo. Eu, que digo nu, que falo pinturas vesgas de tanto ver/desver. Eu que na curva da carona esqueço do sonho primordial.

Tenho medo da cera que escorre das nossas pálpebras sem espelho. Desafinamos o destino com um palito de dentes entre as meias, e soo qualquer coisa entre o som do avião e uma pessoa que se depara consigo. Que se considera. Sem espelho. Não sei quanto falta na espiral da crença dos benefícios do ovo. Não sei se acredito na poupança. Mas sei que acredito em tempos compostos, erre retroflexo e na necessidade que temos uns dos outros. Até onde eu sei isso é tudo que me basta há algum tempo, além da ideia da república nômade e suposto reconhecimento acadêmico - que na verdade são mera extensão dos dois primeiros. Meu coração.

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