domingo, 24 de junho de 2012

Das Ameixas- Prólogo

  Abri a porta do carro. Saí e olhei ao redor,. Fechei a porta do carro. O céu estava cinza. Tirei o cachecol da mochila, o enrolei no pescoço e amarrei. Empinei o nariz e continuei meu caminho.
  Ouvi o som do carro. Tirei o óculos do bolso do casaco e o pus no rosto com a mão esquerda enquanto abria o portão enferrujado com a direita. Havia, apesar das brigas, uma sensação de liberdade ao sair de casa, da cidade.

Mudar de escola.

  Ser quem você quiser, sua reputação zerada, e sem aquelas pessoas que já conhecem "aquilo" de você. O problema é que você tenta esconder o seu "aquilo" e você descobre o "aquilo" nos outros, e aí você acaba revelando o seu "aquilo" para as outras pessoas.
  Nunca tinha saído de minha pequena cidade no interior de "lugar nenhum" e então era tudo um pouco novo, sabe como é, mas depois eu escrevo mais, tô com sono.
  Desculpe, talvez você não tenha entendido. Que pena.

Um comentário:

  1. Lembrei-me das vezes em que me mudei de cidade.
    Diversas vezes.
    Faz todo o sentido.
    Sabe, simplesmente, sou fascinada por seus textos.

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