sábado, 8 de setembro de 2012

Espectador Remoto

  Começou há algumas semanas atrás, toda vez que eu lembrava de uma situação em que eu já havia passado, ela me vinha não como uma lembrança, mas como um trecho de um filme. É como se eu estivesse assistindo a minha vida de longe, como um espectador.
  É uma sensação horrível, como se a interação com o exterior fosse quase que inexistente e, toda vez que tentasse interagir com o mundo, o universo me diz o contrário e fiquei/fico/ficava com um medo digno de alguém tímido. Coisa que não sou*.  Diante disso tudo, surge aquela vontade de fugir de tudo e um prazer no individualismo. Afim de poder pensar sobre o filme. Entender o filme, editar o filme. E, principalmente, reestruturar os personagens.
  Como acabo com a sensação de que não estou, ou não sou? Ando mas não me movimento; falo, mais não com minha boca.



*Não sou tímido, mas não consigo falar com os outros, com os desconhecidos ou mal-conhecidos. "Não quero ser espectador do meu próprio filme" talvez seja esse o dilema deles, os tímidos, que se acham no centro das atenções e tentam se esconder disso. A timidez não é nada mais do que egocentricidade, no fim das contas.

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