É uma sensação horrível, como se a interação com o exterior fosse quase que inexistente e, toda vez que tentasse interagir com o mundo, o universo me diz o contrário e fiquei/fico/ficava com um medo digno de alguém tímido. Coisa que não sou*. Diante disso tudo, surge aquela vontade de fugir de tudo e um prazer no individualismo. Afim de poder pensar sobre o filme. Entender o filme, editar o filme. E, principalmente, reestruturar os personagens.
Como acabo com a sensação de que não estou, ou não sou? Ando mas não me movimento; falo, mais não com minha boca.
*Não sou tímido, mas não consigo falar com os outros, com os desconhecidos ou mal-conhecidos. "Não quero ser espectador do meu próprio filme" talvez seja esse o dilema deles, os tímidos, que se acham no centro das atenções e tentam se esconder disso. A timidez não é nada mais do que egocentricidade, no fim das contas.

Nenhum comentário:
Postar um comentário