Depois de dias intensos nosso herói cai na rotina, e o cansaço se debruça sobre ele. O provável cansaço é um provável pensamento, e os seus pensamentos e visões são um sonho no sono onde ele não descansa. Ao mesmo tempo, sua rotina quer forçá-lo a assumir máscaras e a ler cada vez mais as páginas dos rostos alheios do que a dos livros que deveria estar lendo. Assim sua vida segue em vários clímax em um capítulo final, que apesar de parecer, pode muito não ser.
Nesse emaranhado de explosões nosso personagem se encontra, decidindo se deve poupar os tímpanos para mais tarde ou aproveitar os estrondos pela última vez com mais clareza, como um suicida que tenta se preservar diante do mundo mutável ao seu redor. Nosso herói não se deixa levar pelas opiniões alheias, pois é curioso. Nosso herói tira as mãos do ouvidos e sente a dor do pássaro prematuro em seu voo falho, só pra depois perceber que só estava sonhando.
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