quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Manhã sem tempo


A manhã na varanda
Sol vermelho e nuvem que anda
Calor do café, mas frio na mão
Tempestade azul, água no chão

Vejo a selva, feita de cimento
Grande monotonia da árvore ao vento
Talvez até haja calor no ar dias a fio
Mas dentro deles, o sentimento frio

Ele sente conforto
Com o frio por fora
Mas não quer estar morto

Todos perdem a hora
E estão aqui hoje
Só não vivem agora

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