A manhã na
varanda
Sol
vermelho e nuvem que anda
Calor do
café, mas frio na mão
Tempestade
azul, água no chão
Vejo a
selva, feita de cimento
Grande
monotonia da árvore ao vento
Talvez até
haja calor no ar dias a fio
Mas dentro
deles, o sentimento frio
Ele sente
conforto
Com o frio
por fora
Mas não
quer estar morto
Todos
perdem a hora
E estão
aqui hoje
Só não
vivem agora
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