Uma vez me disseram que eu parecia alguém, um cara famoso. Diziam muito isso, e falavam também que parecia com outros caras famosos. Isso me trazia um sentimento estranho. Um sentimento estranho de que eu sou mais um na multidão. Sim, isso é óbvio, mas, muitas vezes irreparável. Estamos tão bem presos a nossas consciências, que não percebemos que todos estão presos às suas próprias cabeças, e vivem vendo a si mesmas como seu próprio referencial.
Admiro-me ao ver pessoas suficientemente humildes que convivem normalmente com esse fato, mais espantoso ainda ver que esses indivíduos são, em geral, pessoas excêntricas ou originais, transmitindo talvez para nossa própria consciência que essa pessoa alcançou o caráter tão original que pensamos ter. Talvez, então, parar de tentar parecer o que você que ser, faça você alcançar esse self que tanto se deseja.
Imagino que algumas pessoas que não acreditem em algum tipo de divindade, sejam talvez egoístas e individualistas o suficiente para não serem só mais uma criação.
Ninguém vê-se como uma formiga entre várias outras, nem como operários amontoados, mas sim como pessoas com personalidades e mentes diferentes, apesar de estarmos todos igualmente presos a uma mesma estrutura craniana.
Correção, consciência também é percepção não seria presos a nossa ocupação?
ResponderExcluir