quarta-feira, 30 de maio de 2012

Das Ameixas I

   Por que somos o que somos? Por que gostamos do que gostamos? Quais das nossas ações determinam o que somos efetivamente? Essas eram algumas perguntas que escrevia no fim da Gazeta Idiota, no quarto de um internato para meninas, em um condado fim de mundo na Escócia., ao som de The Smiths e odores de novas e más expectativas.
   Escrevi a Gazeta depois de terminar de anotar os horários e pensar em como a vida escolar era um pé no saco. Não sei o que minha família pretendia ao me por em um lugar daqueles, porém também não fazia questão de saber o que eles pensavam; nunca quis me intrometer nos assuntos burgueses fúteis das minhas tias, e elas também não gostavam do meu estilo liberalista. Isso não lhe diz respeito, mas já que vou contar a droga da minha história, é importante que você saiba que odeio que saibam muito de mim.
   Não sei exatamente por que contar em linhas a minha marcha para a completa ignorância alheia à minha existência. Só não gostaria que esperassem qualquer coisa de mim, (não que eu não espere algo dos outros) contanto que eu estivesse com o mínimo de felicidade. Incluindo frio e uma boa dose de música de verdade.
   Para efeitos de minha própria descrição, gostaria que você se baseasse apenas em sua imaginação, cachecóis, óculos e três colheres de pessimismo.
   

4 comentários:

  1. Você escreve muito bem, parabéns. Adoro seus textos.

    Amiga de um amigo

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  2. http://weheartit.com/entry/29942774

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  3. Muito bom. Como sempre, seus textos ótimos. Pena que as minhas aulas de redação me limitam às dissertações de 30 linhas,
    De uma amiga

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